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Corremos em busca de definições, tentando saber logo como será nossa vida daqui pra frente. Ansiedades à parte, passados mais de 6 meses em que muitos de nós priorizamos o mínimo de contato possível, já conseguimos observar sim algumas mudanças, principalmente em algo que teve que se adaptar da noite para o dia: o trabalho. Por aqui vamos falar mais especificamente sobre o trabalho que pode ser realizado remotamente, pela internet. Com a consciência de que, no Brasil, somente uma pequena minoria trabalha assim: 10% da população (segundo a pesquisa Pnad Covid-19 do IBGE). 

Será que o trabalho nunca mais será como antes?

E se o trabalho se tornar algo que você faz - e não um lugar pra onde você precisa ir?

Trabalhadores remotos do Brasil: pela primeira vez (muitos de nós) estamos experimentando o trabalho, na maior parte do tempo, fora do escritório. Os desafios foram e são grandes: readaptação da comunicação em equipe e dos processos internos, desconforto que um ambiente de trabalho não adequado traz para o corpo, acúmulo de funções da casa, dos filhos… Mas e os benefícios? Queremos saber o que mudou para melhor por aí e – principalmente – o que você descobriu que não precisa ser mais presencial. Conta pra gente a sua experiência: o que deu super certo remotamente? E o que definitivamente precisa que as pessoas estejam juntas para que aconteça?

Como seria se você pudesse desenhar a sua experiência de trabalho?

Não é simples perguntar como está sendo trabalhar de casa, pois a verdade é que não estamos trabalhando em condições usuais. Geralmente, ao trabalhar de casa, se você tem filhos, em algum momento eles iriam para a escola. Talvez você tivesse um pouco mais de ajuda, seja de funcionários, seja de familiares, de vizinhos, de amigos. Você também não viveria com o impacto tão grande que a situação atual causa na nossa saúde mental e nem com todos os moradores constantemente habitando (e disputando) os mesmos ambientes. Mas, mesmo vivendo sob condições não ideais, não deixamos de aprender – e também de nos beneficiar com algumas das vantagens que o trabalho pelo meio digital pode trazer. Hoje o post é sobre elas.
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Em um ambiente compartilhado de trabalho, poucas coisas estão ao seu controle. Você normalmente não escolhe com quem você convive, se pode ou não levar seu bichinho, a localização, o ambiente, os horários, sua mesa… Já com o trabalho remoto a situação muda um pouco. De repente você se vê com um pouco mais de autonomia – e pode fazer proveito disso. Se trabalhamos em grandes cidades, muitas vezes nos sacrificamos para morar mais perto do trabalho, mesmo que isso signifique morar com menos qualidade.
É certo que muitos de nós não temos as condições ideais em casa também – essa conversa não deixa de ser sobre privilégio, e sabemos que em um país como o nosso ele é para poucos.
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Mas, mesmo diante deste cenário que sabemos ser tão desigual, existe espaço para você exercitar fazer o design da sua experiência profissional. Bora tentar? Colocamos algumas dicas no álbum. O que mais você acrescentaria a essa lista?

Como tentar suprir o digital?

Quando estamos juntos presencialmente, tanta coisa acontece que não é verbal: um sorriso, um olhar, um jeito de falar… Quando trabalhamos quase que exclusivamente pelo digital perdemos bastante dessa parte mais sutil da comunicação que é tão importante. E isso infelizmente pode abrir espaço para desentendimentos desnecessários, que geralmente moram na distância entre o que uma pessoa disse eo que a outra entendeu. Ok, e o que a gente faz com isso? Na Contente trabalhamos remotamente há 10 anos! Já testamos, erramos e acertamos um monte em relação a esse tema. E apresentamos no álbum o que mais funciona pra gente.

Será que a minha equipe está trabalhando?

Se você é responsável por uma equipe e está trabalhando remotamente, com certeza em algum momento já deve ter feito essa pergunta da imagem. Não é fácil não ver fisicamente a equipe toda sentada em suas cadeiras durante o expediente. Mas a verdade é que bunda na cadeira não é sinônimo de produtividade. Na verdade, pode até ser mais difícil medir a quantidade de produção presencialmente. Quando estamos juntos fisicamente, muitos outros fatores entram em jogo: se a pessoa chega na hora, se é participativa nas reuniões e até fatores mais subjetivos como sua educação, a forma como se veste, se é agradável no convívio… Tudo isso pode disfarçar o fato de que a pessoa não está entregando como foi combinado. Quando estamos trabalhando remotamente, o que nos sobra é só a entrega. E , na nossa experiência, é nisso que gestores e líderes deveriam focar. Se os combinados estão sendo cumpridos, faz diferença como ou quando o funcionário está produzindo? A gente acha que não. É um exercício de criar acordos claros entre as partes e de exercitar a autonomia do seu time. 

Deu vontade de mudar?

Se não precisamos estar fisicamente próximos dos nossos escritórios, o que acontece com a forma como moramos? Deu vontade de mudar de casa? Ou até mesmo de mudar de cidade? Buscar um pedacinho de chão e outro de céu? Estamos experimentando um momento de olhar para como vivemos e de refletir que os custos imobiliários podem ser reduzidos para todos – tanto para empresários quanto para funcionários. Outro ponto importante a se considerar é que em um momento como este as empresas podem buscar mais diversidade em seus funcionários, encontrando pessoas que moram fora dos grandes centros e que não queriam se mudar para cidades grandes. E vale refletir que, mesmo depois que a curva achate e que os escritórios voltem a funcionar, algumas pessoas podem não querem voltar. A ideia de encarar diariamente trânsito, elevadores lotados, escritórios fechados e pessoas amontoadas pode não ser mais tão atrativa. E você, tá com vontade de mudar?

Quais mudanças deveriam ser permanentes?

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A ideia de pegar um avião ou até mesmo um trânsito de 30, 40 minutos para fazer uma reunião já parece meio antiga pra você? À medida que o tempo passa, podemos até nos perguntar o que é mais maluco: ser forçado a trabalhar de casa, encarando uma tela o dia todo, ou a maneira de antes, com todo transporte e consumo envolvidos?
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Não é difícil pensar também no tamanho do impacto ambiental. Fica então a questão: quem pode deveria optar pelo remoto mesmo em um melhor cenário? Estudiosos defendem que alcançamos o melhor resultado se abordamos uma forma parcialmente remota, espécie de meio termo no qual as empresas obtêm os benefícios da produtividade sem perder sua coesão ou criatividade.
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Timothy Golden, um estudioso do trabalho remoto, fazia parte de uma equipe que estudava a satisfação no trabalho e descobriu que a felicidade dos trabalhadores aumentava em correlação ao número de horas que trabalhavam remotamente – até 15 horas por semana. A partir disso, a felicidade “estabilizou-se”. Isso significa que passar ao menos dois dias por semana trabalhando remotamente pode permitir que um trabalhador ganhe todos os benefícios antes que uma “sensação de isolamento” ou talvez “um aumento na dificuldade de comunicação” comece a consumir os ganhos.
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Camila Magnus, sócia da Maíz, consultoria que desenvolve treinamentos e ferramentas de aprendizagem para empresas, acredita na mistura. “Pensando em um contexto não pandêmico, o maior ganho do trabalho remoto é ter a flexibilidade de poder escolher onde trabalhar a cada dia, o que nos permite uma rotina mais respeitosa em relação a diversas necessidades. Tenho uma tarefa que demanda silêncio e concentração? Preciso levar o filho no médico em algum horário? Fico em casa. Estou precisando de ajuda para desempacar em um projeto? Tenho um dia cheio de reuniões e trocas? Vou para o escritório.”
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Qual é a sua opinião? Combina com a sua realidade profissional?

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Um comentário

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