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Pensando na nossa relação com a tecnologia e em como queremos aproveitar o melhor dela, fomos convidadas pela Vivo para fazer parte da campanha #temhorapratudo, um movimento que é cara da #ainternetqueagentequer.

O tema de estreia desta parceria é muito importante: crianças e tecnologia. Antes mesmo de começarmos, gostaríamos de fazer um alerta: estamos todos aprendendo a lidar com telas. Então a proposta para absorver o conteúdo é a de deixar a culpa de lado.

Na sequência vamos entender os riscos, as recomendações de especialistas e vamos pensar sobre o bem estar no uso do digital. “Tecnologia é algo que faz parte das nossas vidas. Mas temos que lembrar que existe um mundo fora disso. Confinar a criança dentro da tela é que é grave e pode levar a problemas de desenvolvimento, linguagem, dificuldades motoras, cognitivas. Nas mais velhas, pode chegar a obesidade, sedentarismo, miopia”, diz o pediatra Daniel Becker.

Quando expor meu filho às telas?

Qual é o momento ideal para introduzir telas na vida das crianças?

Buscamos responder a essa questão. Você pode conferir nas imagens a seguir alguns protocolos de saúde que indicam quando é melhor introduzir a tecnologia para cada idade.

“Crianças e adolescentes usam telas cada vez mais cedo e por mais tempo. O Brasil se destaca como um dos países mais conectados. É importante pensar que na primeira infância esse uso é super delicado”, aponta Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet (@safernetbr). Ele também ressalta que é importante intercalar o tempo no tablet, na TV ou no celular com atividades de lazer, esporte, leitura. Para que a criança saiba que o acesso não é a qualquer hora.

A psicóloga Maíra Della Negra (@mairadellanegrapsicologa) relata o que já observa nos seus atendimentos: problemas de atenção e hiperatividade, depressão, medo, ansiedade, dessensibilização de sentimentos, violência, isolamento, prejuízo na leitura. “O sono também é prejudicado porque a criança fica ansiosa com as imagens que vê, com as conversas que tem ou quer ter ou na expectativa de ganhar no jogo. Não tem como relaxar ou mesmo se concentrar em outras coisas.”

“A pergunta que a gente tem que se fazer é: como nós temos oferecido conteúdo positivo para as crianças? A criança sozinha nem sempre vai escolher conteúdos bons pra ela”, completa Rodrigo, da Safernet.

Tecnologia e proteção:

Já aprendemos que #temhorapratudo quando o assunto é a introdução das telas na vida das crianças. Agora nos resta pensar sobre a melhor forma de fazer isso: como podemos fazer com que elas aproveitem a tecnologia e, ao mesmo tempo, como podemos protegê-las?⠀⠀

Reunimos para os pais e cuidadores algumas dicas e conselhos das instituições @safernetbr, @childrenandscreens e @sociedadebrasileiradepediatria. Todas têm o objetivo de promover o uso ético, cidadão, responsável e seguro da internet. Conheça as principais:⠀⠀

Negocie o tempo diário do acesso dos seus filhos online: 
para balancear com estudos, passeios, atividades físicas, tempo com a família;

Oriente que eles tenham liberdade com responsabilidade: 
ou seja, para que não compartilhem qualquer conteúdo que eles possam se arrepender depois. Tenha no digital os mesmos cuidados que você teria com o seu filho no mundo físico;

Mantenha o diálogo:
É importante sempre manter o diálogo aberto sobre o consumo de tecnologias e redes sociais. Assim, ao acessarem algum conteúdo que cause medo ou desconforto, eles podem conversar com você e buscar ajuda. 

Diálogo com as crianças: passo a passo

Agora que já refletimos sobre quando e sobre como usar as telas para que as crianças tenham uma relação saudável e equilibrada, talvez esta seja uma boa hora de envolvê-las no assunto, reunindo toda a família e criando um acordo familiar sobre o uso da tecnologia! As dicas são do pediatra Daniel Becker.

Confira a sugestão de um passo a passo pra te inspirar:⠀⠀⠀

1 – Adultos definem o que acreditam ser mais adequado em relação ao uso de tecnologia (lembrando que muitos nomes do Vale do Silício não permitem nenhum tipo de tecnologia para suas crianças, muitas vezes até os 10, 12 anos); ⠀⠀⠀

2 – Na sequência a ideia é envolver as crianças, escutando o que elas têm a dizer também;⠀⠀⠀

3 – Um acordo então é elaborado com regras para cada um, diferentes para adultos e crianças, mas que sejam válidas para todo mundo;⠀⠀

 

Atenção:

Esse acordo familiar pode envolver: tempo sem nenhuma tela (durante as refeições, por exemplo), áreas da casa totalmente sem tela (os quartos das crianças não devem ter nenhum tipo de tela, nem carregadores), desligar todas as telas pelo menos 1h antes de dormir, passeios offline, equivalência de tempo de tecnologia com tempo de brincadeira, principalmente ao ar livre etc.⠀⠀⠀

Vale tentar, não acha?

O tédio pode ser um aliado

“O tédio é a oficina da imaginação.” É com essa frase que o pediatra Daniel Becker alerta sobre a importância de resgatarmos esse sentimento e de permitirmos que as crianças o experimentem. Ele completa com o conselho: “Sentiu tédio? Se vira! Você tem seus brinquedos, seus livros, sua mente.

Precisamos deixar a criança enfrentar a frustração gerada pelo tédio, estimular que ela mesmo encontre caminhos para vencê-la. Os pais podem ajudá-la a imaginar, claro. Mas, principalmente, é importante deixar que ela mesma consiga encontrar esses caminhos.” Ele também reforça sobre a importância de sair de casa, de ir para o ar livre e para a natureza, ambientes que naturalmente estimulam a imaginação das crianças. 

Por fim, você é o maior exemplo do seu filho!

A vida passa muito depressa. Um ano depois, e aquele bebê agora é uma criança. A criança de repente vira adolescente. O tempo de qualidade que podemos passar com nossos filhos ou crianças que amamos é especial. E precisamos tirar o maior proveito desse tempo, afinal, #temhorapratudo.⠀⠀⠀

Quem é mãe, pai, cuidador sabe que é quase impossível não recorrer às telas eventualmente. Mas torcemos para que esta vire cada vez mais a exceção, não a regra. Você é o maior exemplo para que uma relação saudável seja criada. Então esteja atento para o seu próprio comportamento em relação às telas. Talvez aí possa morar o maior desafio, não é? Lembre-se também que, para cuidar de uma criança, é necessário uma tribo. Converse com a sua sobre essa questão. Um grande antídoto para o excesso de telas é o contato com a natureza e com os espaços públicos nas nossas cidades, que amplificam o tempo e as experiências.

Quando a culpa bater, vale nos lembrarmos de que estamos no jardim de infância da nossa relação com o digital. Por isso é tão importante falarmos sobre nossos hábitos e conversarmos, com o objetivo de chegarmos a um estágio de maior bem estar digital. Lembrando, em primeiro lugar, de sermos uma ótima companhia para quem está ao nosso lado.⠀⠀⠀

Vamos ser um exemplo mais inspirador para as crianças que nos cercam? Tem hora para navegar, tem hora para brincar. A chave está em saber equilibrar.

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