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quer_como desacelerar?

 

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Fim de semestre, o tempo da correria. Todos querem se ver como se o mundo fosse acabar na virada para o próximo ano. Os prazos no trabalho ficam ainda mais malucos, tentamos equilibrar todos os pratinhos, enquanto esperamos com alegria (e às vezes até com ansiedade!) por um momento de descanso. Para tentar dar conta de tudo, o celular vira quase uma extensão do corpo, né? Ficamos ainda mais conectados, ligados no 220V. E podemos perder oportunidades de nos conectarmos de verdade com nós mesmos, com os outros, com os lugares onde estamos.

Em parceria com a @vivo vamos falar sobre descanso e férias: como podemos usar o digital como ferramenta e como ponte para conexões reais? Inspira, expira e vamos lá: quais são as suas estratégias para conseguir usar o melhor do digital e ainda assim conseguir desacelerar, especialmente nessa época do ano?

O conteúdo é mais legal aqui dentro, quando sua vida é mais viva lá fora

Quando estiver no trabalho, trabalhe. Quando estiver com a família, esteja com a família. Quando sair com os amigos, dê toda sua atenção a eles. No ritmo mais agitado do fim do ano, às vezes queremos dar conta de tudo e acabamos meio atrapalhados. No celular resolvendo algo do trabalho enquanto estamos numa confraternização, por exemplo. E aí terminamos não vivendo nada por inteiro. Vamos lembrar de buscar fazer uma coisa de cada vez? Até a sua vida digital vai ficar mais rica se você se entregar por inteiro a cada momento.

Recarregando a bateria

Estamos sempre atentos para a bateria do nosso celular nunca descarregar. Já imaginou se fizéssemos o mesmo com a nossa energia? Quem aí se identifica como sempre na #correria e #exausto? E quem por aí também acredita que passa mais tempo no celular do que gostaria todos os dias? Mistério resolvido: talvez o tempo que a gente tenha pra descansar esteja indo para as telinhas.

Nada contra aproveitarmos as tecnologias que amamos, mas é que existe um tipo de descanso que é mais profundo e, para alcançá-lo, ficar um tempinho longe das telas e de preferência em contato com a natureza pode ajudar, e muito. Sabiam que médicos escoceses começaram a receitar natureza aos pacientes? Esse assunto é coisa séria. 

Refletir sobre nossa saúde e nosso bem estar é fundamental para criarmos #ainternetqueagentequer.

Uma pausa das informações

Finais de ano –ou de ciclos- são definitivamente intensos. Quem aí já sentiu a própria mente pedir descanso? Se informar é importante, mas às vezes até isso fazemos em excesso, lendo as mesmas notícias inúmeras vezes, de forma superficial em vários canais diferentes.

Precisamos de tanto? Vale a pena experimentar refletir sobre esse excesso no fim de ano e também aproveitar para dar uma pausa ou ao menos diminuir o número de fontes de informação que você consome. Quando você voltar, ainda vai encontrar mais notícias do que seu cérebro é capaz de processar. Mas seu corpo e sua cabeça estarão descansados e prontos para mais um ano de jornada. ⠀

Como ficam as nossas relações?

O digital aproxima quem está longe e nos faz viver muitas alegrias. Mas também faz com que a gente saiba cada vez mais sobre as opiniões dos nossos familiares, opiniões que podem ser muito diferentes das nossas. No fim de ano, os encontros se abalam por conta de desavenças que vivemos politicamente, ampliadas pelo digital.

 O psicólogo social Peter Coleman, da Universidade de Columbia, que há décadas se dedica ao estudo de conflitos complexos, dá algumas dicas para conseguirmos conversar melhor em família:⠀⠀

  •  Em vez de mergulhar cegamente em uma discussão, é melhor pensar antecipadamente sobre o que você espera alcançar durante o feriado;
  • Caso você tenha interesse genuíno em aprender mais sobre o que pensa “o outro lado”, a maneira de iniciar a conversa é crucial para o resultado. “Se você começa dizendo algo hostil, ou fazendo uma piada que pode insultar alguém, já começa mal, e a conversa provavelmente vai acabar mal”, observa;
  • O psicólogo lembra que, em períodos de polarização como o atual, costuma haver muito desprezo pelo outro lado e um enorme senso de lealdade a seu próprio grupo. “E há uma simplificação do que é um mundo muito complexo.” Coleman ressalta que a maneira como uma informação é apresentada tem grande impacto no resultado da conversa, e a simplificação de questões complexas torna difícil ter uma discussão razoável;
  • Para finalizar, avalie a natureza do relacionamento: “É um relacionamento em que vocês podem ter uma conversa difícil sobre esses temas e ainda assim sobreviver, e talvez até aprender com isso? Ou você está entrando intencionalmente em uma conversa que sabe que não vai levar a lugar algum?”.

Fonte: BBC News Brasil

Calma, isso também vai passar!

Fim de ciclos são épocas  propícias para vermos muitos casais, turmas e famílias em felizes celebrações. E pode ser comum também bater uma melancolia se você não estiver com a possibilidade de aproveitar as festas da mesma forma, seja qual for o motivo. Nesses momentos é legal pensar que a vida é feita de ciclos e que a maioria de nós só posta por aqui recortes dos melhores momentos, escolhidos e editados a dedo. No fim de ano, não é obrigatório estar se sentindo feliz ou estar na melhor fase da vida. Enquanto uns celebram juntos, outros estão longe da família ou dos amigos, terminaram um relacionamento, estão enfrentando um problema de saúde ou financeiro, perderam alguém, entre tantas outras situações. No ano que vem, você poderá viver situações completamente diferentes, pois a vida é assim, sempre impermanente. Vale sempre se lembrar de viver o seu momento independentemente do que você está vendo no feed, do que os outros estão postando. Se não estiver se sentindo tão bem, tudo bem postar nada também. Afinal tem hora pra tudo: pra compartilhar e pra se resguardar também. Quem aí não está vivendo seu melhor momento? Na alegria ou na tristeza, nunca estamos sozinhos.

Viva a vida real

Passamos tanto tempo vendo relações de todos os tipos na telinha, mas quanto tempo estamos nos dedicando a melhorar ou aprofundar as nossas próprias relações? E se a gente experimentar passar mais tempo com quem está ao nosso redor, e menos com quem ou o que vemos nas redes? Quando estamos presentes e atentos, conseguimos nos conectar. A mais extensa pesquisa sobre felicidade já feita (estudo de Harvard sobre o desenvolvimento adulto, que durou 75 anos) diz que o que melhor garante nossa saúde física e mental são as nossas relações pessoais. Quem criou laços fortes com outros seres humanos viveu mais e melhor – para além de dinheiro, status ou emprego.

Para exemplificar imagine a cena: você vê um pôr do sol fantástico, ou então a turma toda começa a cantar e dançar junto. Talvez um bebê começa a fazer algo muito fofo, ou então está batendo uma luz muito linda no seu amor. Qual é a primeira coisa que você faz? Tenta aproveitar ao máximo o momento ou corre para pegar o celular e postar? Nada contra conseguirmos registrar nossos momentos mais especiais, mas o quanto estamos às vezes mais preocupados em registrá-los para mostrar para a nossa audiência do que em vivê-los plenamente?

Em algumas dessas cenas, experimente se entregar por inteiro, cantando a plenos pulmões, abraçando quem você ama, absorvendo a beleza da natureza. Se quiser tirar uma foto rapidinho, faça isso, mas tente voltar o quanto antes para o momento. Viver primeiro, postar depois. Pra gente essa parece ser uma boa receita para as férias. 

Abandone as expectativas, viva a realidade;

Será que você já viveu a seguinte situação?

 Você planeja passar férias em um lugar muito esperado. Planejou tanto e viu tanta informação que você já sabe até qual foto quer tirar. Chegando no lugar, a decepção: filas de turistas, todo mundo querendo tirar a mesma foto. Ou então uma aparência muito diferente da que você viu nas redes, seja pelo excesso de filtros ou qualquer outro tipo de manipulação digital. Essa situação é tão comum que se transformou até em diagnóstico! É a Síndrome de Paris, “um distúrbio psicológico transitório exibido por alguns indivíduos que visitam Paris ou outro local da Europa decorrente do choque extremo ao descobrir que o local visitado não é aquilo que fora idealizado, principalmente pela internet”, segundo o professor Hiroaki Ota, um psiquiatra japonês que trabalhou na França. Já sentiram isso em alguma viagem? Estamos vivendo ou querendo fazer fotos incríveis para o Instagram? Gravar nossos momentos especiais é maravilhoso, mas como podemos fazer isso priorizando mais o momento do que o registro?

A nossa vida é feita de histórias. Aproveite suas férias para estar presente e para viver a verdade de cada lugar, seja ela qual for. ⠀⠀⠀

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