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	<title>Arquivos saúde mental - A internet que a gente quer</title>
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	<description>Um site sobre como utilizar a internet com inteligência e respeito</description>
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	<title>Arquivos saúde mental - A internet que a gente quer</title>
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		<title>É possível ter saúde mental na internet?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Contente]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2020 22:06:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É possível manter a saúde mental na era do digital?</p>
<p>O post <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com/especialsaudemental/">É possível ter saúde mental na internet?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com">A internet que a gente quer</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4>Vamos falar sobre saúde mental?</h4>
<p>Não é adequado do ponto de vista emocional não sentir medo diante de uma ameaça. &#8220;Estamos todos de certa forma adoecidos, principalmente nos últimos seis meses. Nós estamos sim suscetíveis, muito mais propensos a sentir as dores da existência do que estávamos antes de ficarmos isolados, com medo de contágio&#8221;, diz a psicóloga Louise Madeira, em entrevista para a Contente.</p>
<p>Ainda assim, ao acessar a internet às vezes pode parecer que tudo continua funcionando, que todo mundo &#8220;está bem&#8221;, menos você. Se identifica?</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/09/0109_2-819x1024.png" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" srcset="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/09/0109_2-819x1024.png 819w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/09/0109_2-240x300.png 240w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/09/0109_2-768x960.png 768w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/09/0109_2-1229x1536.png 1229w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/09/0109_2-1638x2048.png 1638w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/09/0109_2-600x750.png 600w" alt="" width="819" height="1024" /></p>
<p>Por isso precisamos falar sobre saúde mental. &#8220;Esse assunto repercute na internet porque é uma dor coletiva, porque está todo mundo buscando um caminho para se salvar dessa existência, das relações, da pandemia, se adaptar à falta de dinheiro. Repercute porque é vida&#8221;, diz Louise, que faz falas terapêuticas curtas no ótimo podcast New Me (@newme.app). &#8220;A pandemia traz uma experiência novíssima de dar espaço para as dores e oferecer uma sustentação. É preciso dizer: eu sei que está doendo.&#8221;</p>
<p>Na internet podemos nos deparar com posts que dizem &#8220;vai ficar tudo bem&#8221;. E eles são válidos, claro. Mas como podemos aprofundar mais nesse turbilhão de ansiedade, angústia, por vezes depressão e outros transtornos? &#8220;Temos uma cultura que por algumas razões diz que não deveríamos ter dores e angústias. É saudável ter medo diante da ameaça, ter angústia diante do que é angustiante, ficar triste quando a gente tem uma perda.&#8221;</p>
<p>&#8220;A vida é uma total incerteza, mas sempre mascaramos isso com algumas certezas fictícias. A pandemia esfregou na nossa cara: você não tem certeza de nada, você não sabe do seu futuro. Não dá para fugir de nós mesmos, dos nossos relacionamentos. Acho que a pandemia não é boa para nada, mas acho que talvez a gente possa encontrar um eixo para pensar em fazer algo que seja bom para nós.&#8221;  </p>
<h4>A primeira coisa do seu dia é o celular?</h4>
<p>Você mal abre o olho e já pega o celular para dar aquela olhadinha, que logo viram uns 20 minutos. Qual o impacto disso na sua saúde mental?</p>
<p>&#8220;Você acorda já cheio de informação, de angústias&#8221;, aponta a psicóloga Louise Madeira, acrescentando que estamos todos, com algumas exceções, compulsivos por internet. &#8220;Quando uma pessoa me diz que precisou tirar o telefone do recinto para conseguir estudar, ou outra diz que precisou colocar o celular no modo avião para poder funcionar é porque já foram atropeladas pela internet.&#8221;</p>
<p><img decoding="async" title="0309" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/elementor/thumbs/0309-ow1wfn6bnrwxht33655cofz891g6nppza0nn64imlw.png" alt="0309" /></p>
<p>Estamos todos com possibilidade de não ver mais graça no que não tem uma tela no meio, ela acrescenta. &#8220;Estamos almoçando e pegamos o celular para checar os nutrientes daquele prato. Se temos uma dúvida no meio de uma conversa, já pegamos o celular para conferir. Você vai contar uma história, procura o vídeo para mostrar. É como se a gente não tivesse mais narrativa. Era tão bonito quando a gente contava uma história com os sentimentos da gente, e não só mostrando coisas.&#8221;</p>
<p>Para revertermos essa fase de intoxicação, precisamos aprender a administrar o tempo que a gente passa por aqui. É menos sobre controle e mais sobre consciência. &#8220;Até uma criança está tendo dificuldade de interpretar o sentido da tela. Antes a tela era o jogo, mas agora a tela é a aula também.&#8221; </p>
<p>O que você tem feito para não ficar por aqui horas sem nem se lembrar mais o motivo que te fez pegar o celular?</p>
<h4>Duas propostas para usar a internet e preservar sua saúde mental:</h4>
<p>Se antes questionávamos quanto tempo passávamos na internet, hoje ela se instaurou na nossa vida em outra perspectiva. Passamos mais tempo, afinal muito da nossa vida acontece por aqui, por essa tela que é, ao mesmo tempo, trabalho, encontro, informação, distração. </p>
<p>&#8220;A internet é boa, a forma como a gente usa a internet pode ser péssima&#8221;, diz a psicóloga Louise Madeira. &#8220;Uma criança de um ano, se você coloca vários brinquedos e um celular, ela vai perseguir a luz da tela. Tiro o chapéu para quem faz esse projeto de vício coletivo da humanidade.&#8221;</p>
<p>Como lidar melhor com essa ferramenta onipresente nas nossas vidas? &#8220;Quando a internet está muito dissociada da vida, quanto mais distantes forem os conteúdos da minha própria   vida, tanto o que produzo quanto o que consumo, maior minha ansiedade. Uma menina jovem que está com problema de autoimagem corporal, que não está feliz com seu corpo, quando consome imagens de corpos &#8216;perfeitos&#8217; vai sentir ainda mais angústia. Se ela consumir postagens que mostram &#8216;imperfeições&#8217;, entre aspas porque somos todos imperfeitos, ela pode melhorar na dificuldade.&#8221;</p>
<p>O mesmo vale para quem produz conteúdo. &#8220;Quanto mais o que você está dizendo é parecido com o que você realmente pensa, mais você se realiza, fica feliz com sua relação com a internet.&#8221; Nada como ser mais a gente e menos personagem, né?</p>
<p>A chave para essa autenticidade que contribui para a nossa saúde mental? Curadoria. Escolher bem o conteúdo, o que vamos consumir de informação, quem vamos seguir. &#8220;Existe um apelo de consumo que mostra o que a gente não pode, o que não tem, o que a gente não é. Isso gera consumo de muitas outras coisas, que reforça a falta e dá a sensação de que vai suprir sua falta. Como se a falta humana fosse suprível. E não é. É preciso saber da sua falta, sustentar também sua angústia de viver&#8221;, completa.</p>
<p>Você tem conseguido lidar bem com o que falta? Tem conseguido pensar no que preserva e no que divide na internet?</p>
<h4>4 perguntas para se fazer ao usar a internet e cuidar da sua saúde mental</h4>
<p>A internet é sedutora, conquistadora, incansável &#8211; e desperta todo tipo de emoção na gente. Nos acostumamos a um ciclo que se repete todos os dias, nas inúmeras horas que passamos por aqui. &#8220;Mesmo um conteúdo incômodo pode dar um barato, tem aquela tela colorida… Quando você vê outra pessoa esnobando riqueza no Caribe, para ficar numa imagem clichê, você quer ver mais daquilo&#8221;, aponta Louise Madeira (@newme.app), psicóloga, nossa convidada especial desse mês de setembro em que falamos de saúde mental.</p>
<p><img decoding="async" title="1109-2" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/elementor/thumbs/1109-2-ow1x7sgjzgtkavlrmgljnmzt5n94phpnjmtn98sqhc.png" alt="1109-2" /></p>
<p>A internet é sobre excessos. &#8220;O grande convite da internet é deixa eu te mostrar uma coisa. E quando eu te mostro uma coisa, a internet diz: deixa eu te mostrar outra coisa&#8221;, diz ela, citando o comportamento das pessoas mais velhas no Whatsapp. &#8220;O tempo inteiro elas querem mostrar. Não é à toa que a gente vai abrindo coisa, coisa, coisa. Posso ficar todo dia compelido a ver mais, e isso gera compulsão. Compulsão é querer repetir, repetir, repetir, e não mais me sentir bem quando estou fazendo aquilo&#8221;, explica, acrescentando que a internet pode tirar muito dos nossos relacionamentos com outras pessoas. &#8220;Atendo casais, e o telefone celular é um catalisador de uma crise que já está ali.&#8221;</p>
<p>A gente precisa aprender a administrar esse tanto de estímulo. &#8220;Precisamos dizer assim: não, internet, eu não quero ver nada agora, só o que eu vim buscar.&#8221; Por isso, mais do que apontar quantas horas é saudável navegar por dia, Louise bate na tecla da consciência. Veja no álbum algumas perguntas para você passar melhor seu tempo por aqui.</p>
<p>Que tal experimentar respondê-las antes de voltar a navegar?</p>
<h4>Não é natural sentir ansiedade o tempo inteiro.</h4>
<p>Viver em 2020 traz inúmeros motivos para ficarmos ansiosos &#8211; e passar horas na internet contribui também. Como identificar quando um quadro de ansiedade precisa de ajuda? E, ainda, o que fazer para não deixar o digital ter influência nisso?</p>
<p>&#8220;É hora de procurar ajuda quando os sintomas são muito intensos e perduram por muito tempo, sem uma questão mais específica, como uma mudança de vida (mudar de escola, casar, sair do país, por exemplo), que naturalmente gera movimentos de ansiedade. Quando os sintomas perduram, a pessoa precisa retomar os mecanismos de enfrentamento que ela tem e que não estão sendo suficientes naquele momento&#8221;, diz Cibele Marras (@cibelemarraspsicologia), especializada em psicologia das emergências e desastres.</p>
<p>A era digital nos ajuda a nos aproximar das pessoas, a ter acesso a conhecimento e informação em abundância, lembra Cibele. Por outro lado, traz excessos. &#8220;Achamos que precisamos dar conta de tudo, e isso vai causando uma ansiedade. Mas a gente não tem como dar conta de tudo que está nossa realidade digital.&#8221; Nem precisamos ser produtivos o tempo todo, acrescenta. &#8220;Produtividade não significa necessariamente entregar mais. É fazer o que você sabe de um jeito bom, que também traga resultados para você na sua vida pessoal. Não adianta você estar bem no trabalho e sua vida pessoal não estar boa. É uma busca de cada pessoa de entender como vai equilibrar a balança.&#8221;</p>
<figure></figure>
<figure></figure>
<figure><img decoding="async" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/elementor/thumbs/18093-ow1xj4eap9yh47qon7h9ehc6fmv5y2g4pf1sshzd9w.png" alt="18093" /></figure>
<p>Para lidar com esse momento que é desafiador por si só, Cibele recomenda: &#8220;A gente tem que buscar não ficar só conectado. Ir para a vida real, para as relações. Não ficar absorvendo notícia o tempo inteiro, aprender a filtrar. O mundo virtual está aí para apoiar a gente na vida real&#8221;. Acrescentando que precisamos buscar pequenas pílulas de autocuidado no nosso cotidiano. &#8220;Entender o que é importante para você, o que te faz relaxar, se sentir bem &#8211; e dar um pouco disso para você todos os dias. Para se sentir recarregado.&#8221;</p>
<h4>Resista ao impulso de aconselhar quem divide um problema com você.</h4>
<p>É quase inevitável: você ouve de um amigo que ele está se sentindo mal, na sequência já dá aquela vontade de apontar alternativas. “Por que você não faz isso? Já experimentou aquilo?” A princípio, um conselho pode ser uma forma de acolhimento, mas será que é a melhor? </p>
<p>&#8220;A gente tem uma educação de crítica, de dar pitaco sem ninguém ter pedido. Somos condicionados a sempre julgar o outro, e isso não ajuda nossas relações&#8221;, diz Eliane Soares, porta voz do CVV (Centro de Valorização da Vida, @cvvoficial), uma das instituições que divulga o Setembro Amarelo, iniciativa que começou em 2015 para disseminar informação sobre prevenção do suicídio. </p>
<p>&#8220;No telefone, quando a gente atende alguém, do que uma pessoa precisa? De alguém que a respeite, a compreenda, a aceite como é. Quando a gente vai pro conselho é aquele ditado: se fosse bom, a gente vendia. O que é bom pra mim, como um simples chá de boldo, pra outra pessoa pode ser ruim, ela pode ter intolerância a um componente. No íntimo, cada um de nós sabe o que é bom para si mesmo. Às vezes o que falta é a coragem de assumir as responsabilidades e as rédeas das nossas vidas. Precisamos de tempo de elaboração, precisamos nos preparar internamente para tomar uma ação&#8221;, completa. </p>
<p>E como fazer isso no dia a dia? &#8220;Exercendo empatia, tentando se colocar no lugar do outro para entender o que ele está vivenciando. Quando fazemos isso, podemos ser quem somos, vamos aceitando as imperfeições também, as nossas e as dos outros.&#8221; Vale, inclusive, aplicar sempre um filtro aqui na internet. &#8220;Muita gente publica um mundo ideal. Quando não me encaixo, dá ansiedade e sofrimento. Às vezes o jovem fala disso no telefone. Como dosar? Entendendo que nem tudo é verdadeiro, que aquela pessoa sente tristeza, que quem é perfeito nas redes fica doente também.&#8221;</p>
<p>O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Para conhecer, acesse <a href="http://www.cvv.org.br">www.cvv.org.br</a>.</p>


<h4 class="wp-block-heading">É possível criar sem ansiedade?</h4>



<p>A produção de conteúdo foi de diversão para a maior pressão. Será que dá pra gente sair do frenesi das fórmulas de sucesso e criar com mais presença, autenticidade e alegria?</p>



<p>Separamos no vídeo algumas dicas sobre como o processo de criação pode ser mais saudável. Confira:</p>



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https://www.instagram.com/p/CFrX7KAnv78/
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Que super poder você vai usar para contar a sua istória?</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/10/3009b-819x1024.png" alt="" class="wp-image-1884" width="363" height="453" srcset="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/10/3009b-819x1024.png 819w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/10/3009b-240x300.png 240w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/10/3009b-768x960.png 768w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/10/3009b-600x750.png 600w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/10/3009b.png 1080w" sizes="(max-width: 363px) 100vw, 363px" /></figure></div>



<p>O&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/euestou/">@euestou</a>&nbsp;é um projeto sobre saúde mental. Foi criado em 2018 e mudou a vida de MM Izidoro (<a href="https://www.instagram.com/mmizidoro/">@mmizidoro</a>), um de seus criadores. &#8220;O teaser foi ao ar, dois dias depois recebemos mensagem de menina de 13 anos dizendo: &#8216;Conheci vocês no que seria o último dia da minha vida, e o vídeo me salvou&#8217;. Pirei. Se faço um comercial que não dá certo, vendo menos xampu. No projeto, a mensagem toca a menina, a família, a escola… É tão maior.&#8221;<br>⠀⠀⠀⠀<br>Marcel, que é escritor, diretor e roteirista, entendeu ali muito do poder da internet: onde chegam nossas mensagens? E mudou sua relação. &#8220;Precisava me alimentar de coisa boa. Se ficasse só consumindo conteúdo de fofoca seria como ter uma alimentação só de hambúrguer.&#8221;<br>⠀⠀⠀⠀<br>O auge da reflexão foi a direção do áudio documentário e do podcast&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/explore/tags/amareloprisma/">#AmarEloPrisma</a>, do&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/emicida/">@emicida</a>. &#8220;Criamos um conteúdo extenso em áudio, em um momento em que muita gente faz conteúdo de 15 segundos.&#8221; Tudo com base no diálogo e no entendimento de usar o superpoder da narrativa para disseminar mensagens. &#8220;A criação da comunidade é muito mais importante do que o conteúdo. Para fazer isso você precisa ser um lugar de escuta. E escutar você também. Quantas vezes você se pega dando scroll no feed pra nada?&#8221;. Nessa reflexão, invoca tempo e processo. &#8220;Produzo muito porque trabalho pouco. Para escrever um Prisma, tenho que estar na horta, lendo Budismo, ouvindo música africana, falando com meu avô. Porque aí um dia sento 8 horas no computador e tudo sai.&#8221;<br>⠀⠀⠀⠀<br>Em uma internet frenética, Marcel finaliza com a ideia de que a gente precisa se acessar, saber quem abriu caminho, dividir nossa potência. &#8220;Se todo mundo brilhar um pouquinho, a gente vira uma constelação. Não importa a maneira, faça algo. Tem quem vai fazer um bolo, cuidar do vizinho, quem vai criar conteúdo que vai falar com milhões de pessoas. Se cuidar do um, cuida do outro, se cuidar do outro, cuida de todos. Que superpoder você vai usar para contar sua história?&#8221;</p>
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		<title>Terapia do Unfollow</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Contente]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2020 01:33:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Você já conhece a terapia do unfollow?</p>
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									<p>Você já seguiu perfis que te despertam gatilhos negativos? Ou já se pegou stalkeando e consumindo conteúdos que fazem você se sentir impotente, inferior, inadequado ou potencialmente mal? Se sim, saiba que esses comportamentos são mais comuns do que imaginamos e que o primeiro passo para reverter esse processo está no canto esquerdo da tela do seu smartphone: o botão de deixar de seguir</p><p>Perfis que ostentam um estilo de vida perfeito, corpos inalcançáveis, rotinas irreais de produtividade ou qualquer estímulo utópico de “perfeição online”, costumam ser os principais catalisadores de sentimentos como a necessidade de consumo e a comparação. A longo prazo, dependendo do impacto desse conteúdo, quem está do outro lado da tela pode se ver imerso em dinâmicas ainda mais complexas de ansiedade, baixa estima, dismorfia de imagem  etc. Então porque continuamos seguindo perfis que não nos fazem bem?</p><p>Uma das nossa hipóteses para essa pergunta é baseada em uma das primeiras teorias sobre comparação social, em que o psicólogo americano Leon Festinger defende que todos nós temos uma tendência inerente de nos avaliarmos por meio de outras pessoas. Então, quando nos comparamos ou buscamos validação no outro, há algo que inconscientemente nos faz acreditar que se seguirmos aquele padrão (de corpo, de vida, de consumo) conseguiremos satisfazer as nossas necessidades de pertencimento, inclusão, reconhecimento e amor. </p><p>No digital, a maneira mais eficaz de barrar esse processo é evitarmos estímulos e gatilhos violentos às nossas vulnerabilidades, mesmo que isso signifique acionar o botão deixar de seguir, o de bloquear ou o de “silenciar”. O convite de hoje é para que reflitamos juntos sobre o porquê de ainda consumirmos conteúdos que nos fazem mal e quais as nossas dificuldades em aplicar a terapia do unfollow. No álbum separamos alguns tipos perigosos de “follow” que você deve evitar. O que você considera na hora de deixar de seguir um perfil? </p>								</div>
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					<h4 class="elementor-heading-title elementor-size-medium">Será que vale o Unfollow?</h4>				</div>
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									<p>Quantas vezes você continuou seguindo um perfil que não te fazia bem por achar que não era necessário &#8211; ou de bom tom &#8211; dar unfollow? Não existe nenhuma regra de etiqueta digital que nos obrigue a continuar consumindo conteúdos que podem ser violentos para a nossa estadia na internet. Parece óbvio, mas se te faz mal, você não precisa seguir. </p><p>Para muitas pessoas podem surgir dúvidas sobre até que ponto “deixar de seguir” é uma ferramenta de proteção e precaução contra gatilhos &#8211;  e quando se torna um mecanismo que nos fecha em uma bolha. Para entender essa diferença, basta encararmos o unfollow como um filtro, e não como uma barreira: deixar de seguir é uma tentativa de filtrar aquilo que a gente quer ter contato, quer interagir ou engajar na nossa rotina digital. É como escolher o nosso círculo de amizades na vida real ou decidirmos com quem compartilhamos os nossos momentos. Mas isso não é de forma alguma um impeditivo ou uma barreira para que a gente nunca mais precise lidar com aquilo que não gostamos de ver, ler ou consumir. </p><p>Antes de qualquer coisa é preciso lembrar que a terapia do unfollow também é um convite para a auto-observação e para a percepção das nossas vulnerabilidades. Vale a reflexão: o que nesse perfil / conteúdo me desperta determinado sentimento? Qual a origem dessa sensação em mim?</p><p>Como sabemos que nem sempre é fácil perceber o que anda nos fazendo mal no feed, separamos 4 perguntas no álbum para identificar se um perfil ou conteúdo está sendo nocivo pra você. </p><p>E por aí, qual a sua relação com o unfollow? Você sente dificuldade em deixar de acompanhar algum perfil ou conteúdo?</p><p> </p>								</div>
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					<h4 class="elementor-heading-title elementor-size-default">4 passos para aplicar a terapia do unfollow</h4>				</div>
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									<p>Responde pra gente: atualmente o seu feed mais te inspira ou te angustia?</p><p>Não é fácil lidar com todos os estímulos de consumo, comparação e com toda a avalanche de informação disponível na internet. Mas um dos pontos positivos do digital é que podemos selecionar &#8211; ainda que minimamente &#8211; aquilo que queremos ou não acompanhar. </p><p>Para nós o feed ideal é aquele que acolhe e inspira, mas só desenvolvemos a capacidade de construir esse espaço quando estamos dispostos a desconstruir conexões que talvez não nos façam tão bem. Se você quer descobrir como aplicar a terapia do unfollow no seu perfil, dá uma olhada no nosso álbum! </p><p>Queremos saber de você: que tipo de conteúdo ou perfil você deixou de acompanhar ou gostaria de não ver mais no seu feed? Como isso afeta a sua relação com as redes sociais hoje?</p>								</div>
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		<p>O post <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com/terapia-do-unfollow/">Terapia do Unfollow</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com">A internet que a gente quer</a>.</p>
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		<title>Manual de sobrevivência para profissionais da internet</title>
		<link>https://www.ainternetqueagentequer.com/manual-de-sobrevivencia-para-profissionais-da-internet/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Contente]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2020 23:10:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saúde mental e criação de conteúdo podem coexistir? </p>
<p>O post <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com/manual-de-sobrevivencia-para-profissionais-da-internet/">Manual de sobrevivência para profissionais da internet</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com">A internet que a gente quer</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="1767" class="elementor elementor-1767">
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									<p></p>
<p>Criadores, comunicadores, influenciadores, designers e demais profissionais da internet: <strong>o papo de hoje é com vocês</strong>. Trabalhar com uma ferramenta tão dinâmica e versátil pode ser maravilhoso, pelo menos até o momento em que esse trabalho invade a sua vida pessoal, sequestra todo o seu tempo, invade o seu horário de almoço e desregula o seu sono. Se identificou?</p>
<p></p>
<p></p>
<p>Desde que as redes sociais se consolidaram como canais possíveis para o desenvolvimento de relações comerciais e profissionais, nós assistimos a uma guinada de inúmeros novos modelos de negócio que sequer dependem de contratos formais. É ótimo que tenhamos tantas possibilidades, mas ao mesmo tempo em que caminhamos em direção a uma aceleração desses modelos de trabalho, também observamos a desvalorização dos profissionais, caracterizada principalmente pela <strong>carga horária de trabalho infinita</strong>, a <strong>extinção dos limites entre a vida pessoal e a profissional</strong> e o <strong>esgotamento criativo</strong>. Se você identificou pelo menos uma dessas dinâmicas na sua rotina de trabalho, bem-vindo: esse guia é pra você. </p>
<p></p>
<p></p>
<p>Do “início de um sonho” até o “deu tudo certo”, quem trabalha com a internet passa por desafios constantes que envolvem a cobrança para a criação de um conteúdo sem defeitos, a busca pela quantidade perfeita de posts a serem feitos em uma semana e de quebra a pressão para acompanhar todas as oscilações do algoritmo sem perder relevância.<strong> Detox digital e momentos offline? Uma realidade distante demais para ser alcançada.</strong> Não precisamos refletir muito para descobrir que essa é a fórmula perfeita para a exaustão e para um processo de criação não combina com manutenção da saúde mental. </p>
<p></p>
<p></p>
<p>Pensando que #ainternetqueagentequer não pode ser construída se estivermos exaustos, montamos  um manual de sobrevivência para profissionais da internet que desejam continuar criando, mas sem sacrificar a sua saúde e seu bem estar para isso. </p>
<p></p>
<p></p>
<p>Queremos saber de você: qual o seu maior desafio em trabalhar com a internet?</p>
<p></p>								</div>
				</div>
					</div>
		</div>
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									<p><strong>Como anda a saúde mental de quem trabalha com a internet?</strong></p>
<p>Cerca de <strong>30% dos trabalhadores brasileiros</strong> já sofreram ou sofrem de <strong>Burnout</strong>, a síndrome do esgotamento profissional. A estimativa é da International <strong>Stress Management Association (ISMA)</strong>, e em números totais significa que 1 a cada 3 trabalhadores pode desenvolver o quadro ao longo da vida. Quando falamos de criadores e profissionais da internet a situação pode ser ainda mais complexa, uma vez que a cultura de conectividade faz parecer que nós estamos sempre disponíveis para responder demandas de trabalho, criar, escrever, gravar, postar. Afinal, <strong>parece o emprego dos sonhos, não é mesmo?</strong></p>
<p>O caminho até o <strong>Burnout</strong> é construído a passos curtos: são madrugadas de produção que substituem o sono, adiantamento de jobs que não preveem horários de almoço, junto à pressão por números, métricas e resultados cada vez maiores. O problema desse <strong>“supercomprometimento”</strong> é que a longo prazo ele não é mais só a exceção de um dia difícil de trabalho, mas sim a regra que dita a forma como nós lidamos com a nossa rotina produtiva. Em pouco tempo a curva de acúmulo de tarefas entra em declínio e se converte em stress, sono, cansaço e esgotamento. E aqui vale um alerta: não é normal estarmos esgotados o tempo todo. </p>
<p>O processo de esgotamento generalizado nos provoca questionamentos como: <strong>por que eu estou tão infeliz fazendo aquilo que eu gosto?</strong> Esse sentimento de insatisfação é quantitativo: pelo menos <strong>21% dos criadores de conteúdo do Brasil dizem sofrer de ansiedade ou de algum processo depressivo</strong>, segundo dados de 2018 do portal Criadores Id. </p>
<p>Na segunda parte do manual de sobrevivência para os profissionais da internet, queremos discutir sobre o que é <strong>Burnout</strong>, quais as suas consequências e quando o esgotamento é um sinal de alerta para procurar ajuda. Como anda a sua relação com cansaço e criação? Já se sentiu esgotado em trabalhar com redes sociais?</p>								</div>
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					<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-default">Ficar offline é possível: desconectar para não pirar</h2>				</div>
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									<p><strong>Somos o país que mais passa tempo online no mundo:</strong> segundo dados da <strong>GlobalWebIndex de 2019, os brasileiros passam em média 225 minutos por dia</strong> (ou mais de quatro horas) imersos em likes, comentários, stories, tweets, notícias e mensagens instantâneas. Se todo esse tempo gasto já parece absurdo, saiba que essa média pode variar (para mais) quando falamos de criadores, influenciadores e profissionais que dependem das mídias sociais para trabalhar. </p>
<p>Além dos malefícios já conhecidos que os excessos de tempo de tela podem trazer para o nosso corpo, quando nós nos habituamos a uma rotina digital sem limites &#8211; mesmo que por razões de trabalho &#8211; submetemos a nossa mente a um processo vicioso de dependência liderado pela dopamina, hormônio do prazer. Sobre esse ciclo, <strong>Ramsay Brow</strong>, fundador da startup <strong>Dopamine Labs</strong>, explica: <strong>“A dopamina associada ao uso de redes sociais ativa no nosso cérebro receptores de prazer, nos ensinando a associar certos comportamentos a recompensas. Nos tornamos cobaias em jaulas apertando o botão e, às vezes, recebendo curtidas em troca”</strong>. </p>
<p>Esse é um processo a que todos os heavy users de redes sociais estão sujeitos. Mas quando falamos de profissionais da internet o assunto ganha um foco especial: como fugir desse ciclo e fazer um detox digital mesmo trabalhando nesse espaço?</p>
<p>Na terceira parte do manual da sobrevivência para profissionais da internet, trouxemos caminhos para reverter o ciclo e ter uma relação saudável com redes sociais &#8211; principalmente se esse for o seu trabalho. Se você trabalha com a internet, responde pra gente: você já tentou fazer um detox de redes sociais? </p>								</div>
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									<p>Troque sua alfinetada por mais incentivo. Sabemos que a velocidade das redes sociais muitas vezes nos faz &#8220;perder&#8221; um post, uma comunicação, uma novidade. Até mesmo quando o autor ou a autora é próximo de nós. Por outro lado, quem começa a se expressar mais no online também pode ocasionalmente receber alfinetadas como &#8220;só quer ser a blogueirinha&#8221;, colocando todas as pessoas que se expressam dentro de uma mesma caixa, mesmo a internet sendo tão múltipla. Por trás de um feedback assim, que costuma misturar humor com toques de sarcasmo, está a pontuação de que você está diferente: aparecendo mais nos stories, falando mais de trabalho, se mostrando mais mesmo aqui nesse mundão da internet. E o problema nisso está muito mais no outro do que em você.<br />⠀⠀⠀⠀<br />Temos que ficar bem ligados nos nossos censores, tanto o censor interno (que muitas vezes nos impede de fazer o que queremos, como começar a aparecer mais nos stories, por exemplo) quanto o externo (e aí pode ser amigo, família, seguidor: gente que te acompanha, sabe muito do que você faz, mas não perde a oportunidade de soltar uma crítica, nem sempre construtiva). Que os censores não nos impeçam de colocar nossos pensamentos, desejos, criações e negócios no mundo, não é mesmo?</p>								</div>
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