<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos covid-19 - A internet que a gente quer</title>
	<atom:link href="https://www.ainternetqueagentequer.com/tag/covid-19/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.ainternetqueagentequer.com/tag/covid-19/</link>
	<description>Um site sobre como utilizar a internet com inteligência e respeito</description>
	<lastBuildDate>Wed, 02 Sep 2020 11:36:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.5</generator>

<image>
	<url>https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/05/cropped-Contente_simbolo-_branco-32x32.png</url>
	<title>Arquivos covid-19 - A internet que a gente quer</title>
	<link>https://www.ainternetqueagentequer.com/tag/covid-19/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Como a internet escancara desigualdades</title>
		<link>https://www.ainternetqueagentequer.com/internetedesigualdade/</link>
					<comments>https://www.ainternetqueagentequer.com/internetedesigualdade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Contente]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2020 17:42:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão digital]]></category>
		<category><![CDATA[Informação]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdades]]></category>
		<category><![CDATA[favela]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[periferia]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ainternetqueagentequer.com/?p=1583</guid>

					<description><![CDATA[<p>No Brasil, uma em cada quatro pessoas não tem acesso à internet. E, muitas, quando estão conectadas, não têm planos ou velocidades suficientes para navegar conforme suas necessidades. A pandemia parece ter acelerado uma conversa: ainda tem muita gente para entrar na internet. &#160;&#8220;Compartilhar ajuda a alimentar uma esperança, que vem da força do coletivo, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com/internetedesigualdade/">Como a internet escancara desigualdades</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com">A internet que a gente quer</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="1583" class="elementor elementor-1583">
						<section class="elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-36005bcc elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default" data-id="36005bcc" data-element_type="section">
						<div class="elementor-container elementor-column-gap-default">
					<div class="elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-69f86fa0" data-id="69f86fa0" data-element_type="column">
			<div class="elementor-widget-wrap elementor-element-populated">
						<div class="elementor-element elementor-element-40906136 elementor-widget elementor-widget-text-editor" data-id="40906136" data-element_type="widget" data-widget_type="text-editor.default">
				<div class="elementor-widget-container">
									
<p>No Brasil, uma em cada quatro pessoas não tem acesso à internet. E, muitas, quando estão conectadas, não têm planos ou velocidades suficientes para navegar conforme suas necessidades. A pandemia parece ter acelerado uma conversa: ainda tem muita gente para entrar na internet.</p>



<p></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="682" height="1024" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Jessica-682x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-1585" srcset="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Jessica-682x1024.jpeg 682w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Jessica-200x300.jpeg 200w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Jessica-768x1152.jpeg 768w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Jessica-600x900.jpeg 600w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Jessica.jpeg 853w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:23px">&nbsp;&#8220;Compartilhar ajuda a alimentar uma esperança, que vem da força do coletivo, de dividir sentimentos parecidos, vendo tantas pessoas pretas se articulando pra ajudar.&#8221;</p>



<p>Jéssica Ferreira, estudante.</p>



<p></p>
</div></div>



<p><strong>&#8220;Poucas pessoas têm o privilégio de trabalhar em casa num país onde tem gente que não tem o que comer</strong>&#8220;, diz <strong>Jéssica Ferreira</strong>, que é estudante de políticas públicas na Universidade Federal do ABC e trabalha na Uneafro e na Coalizão Negra por Direitos. </p>



<p>&#8220;Ter esse espaço dentro de casa pra estudar, trabalhar, focar no seu autocuidado. Ter livros pra ler, acordar e fazer uma meditação. É muito triste que isso seja um privilégio. É muito triste que esse momento pode ser produtivo para pessoas que têm uma estrutura e não precisam se preocupar com uma renda. E é perigoso quando a gente fala desse ócio criativo/momento de produzir enquanto a periferia está sendo esmagada.&#8221;&nbsp;</p>



<p>Ela ressalta o desafio que muitos jovens estão enfrentando. &#8220;Muitas vezes eles não têm estrutura física, material, psicológica de continuar os estudos. Espaço dentro de casa pra conseguir estudar, computador, internet&#8230; Quem pode viver com EAD (educação à distância)? <strong>A gente vive no século 21 da informação, mas essa tecnologia não é pra todo mundo</strong>. Como ajudar esses alunos que muitas vezes não têm o que comer, não têm água nem luz? Como exigir rendimento? A periferia sofre com o descaso e um não assistencialismo tremendo, isso sempre foi assim. O sistema continua privilegiando jovens de classes média e alta que conseguem ter estrutura mínima para continuarem estudando.&#8221;</p>



<p>Informação tem um papel chave nessa conversa. &#8220;Compartilhar ajuda a alimentar uma esperança, que vem da força do coletivo, de dividir sentimentos parecidos, vendo tantas pessoas pretas se articulando pra ajudar.&#8221; E recomenda páginas para seguirmos: <a href="https://www.instagram.com/almapretajornalismo/?hl=pt-br">@almapretajornalismo</a>, <a href="https://www.instagram.com/nosmulheresdaperiferia/?hl=pt-br">@nosmulheresdaperiferia</a>, Rede Jornalistas nas Periferias.&nbsp;</p>



<p>Praticando o isolamento social, Jéssica tem usado a internet como única possibilidade de uma conexão. &#8220;Desde o trabalho, com reuniões, até a faculdade, porque sigo estudando, tentando. Tem sido importante pra manter o psicológico. Pra aprender, me distrair, ver um filme, lives, fazer videochamada. No fim do dia tá sendo ótimo ver amigos, a namorada. Acho que estamos vendo um aprofundamento da importância da internet na vida das pessoas.&#8221;&nbsp;</p>



<p>E finaliza ressaltando que ficar em casa é um ato político. &#8220;Muitas pessoas que gostariam de exercer esse ato político não podem porque têm esse direito retirado. É um momento de solidariedade e entendimento. Por mais que não haja empatia pelo que as outras pessoas passam, precisa existir essa colaboração.&#8221;&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h4 class="wp-block-heading">&#8220;A internet encurta distâncias, mas ela distancia também, principalmente no envolvimento que as pessoas têm com as pautas&#8221;</h4>



<p>diz Yane Mendes, cineasta periférica, moradora da favela do Totó, no Recife. &#8220;A rede coloca muros onde não deveria ter, deixa pessoas muito acomodadas, passando o dia fazendo <em>textão</em> e no fim das contas sem uma atitude que faça diferença.&#8221;&nbsp;</p>



<p>Como ir #alémdahashtag, como ter uma atuação solidária constante? Tem que vai compartilhar posts, tem quem vai fazer doação, tem quem vai pra linha de frente. São tantas as opções. O principal é o movimento, a ação em si. &#8220;A nossa vaquinha se chama Encha a panela porque num dá pra só bater panela, e sim encher panela de quem tá com a barriga vazia. A gente precisa de movimentação. Agradecendo a quem tá fortalecendo, mas provocando também&#8221;, diz Yane, que também faz parte da Articulação de Negras Jovens Feministas e da <a href="https://www.instagram.com/redetumulto/?hl=pt-br">@redetumulto</a>, que arrecada alimentos, kit higiene e leva informação para 12 periferias.&nbsp;</p>



<p>Yane ressalta a necessidade de termos uma internet que chegue para mais pessoas e que valorize fontes seguras. &#8220;<strong>A gente consegue gerar grupos no Whatsapp nos bairros, fazendo filtragem do que é fake news, do que não é</strong>.&#8221; É no offline que a comunicação também acontece. &#8220;Como chegar em quem não tem acesso a essa linguagem da internet? Como vai ser educação à distância? Tentando encaixar a periferia nesse sistema que se vê homogêneo, que acha que todos têm acesso a tudo? Os impactos já acontecem no Enem, a gente não tem como concorrer igual. Ainda mais esse ano de pandemia, que a gente vive os impactos nos corpos, bolsos, nas barrigas vazias. Lutar por internet é lutar por democracia.&#8221;</p>



<p></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center" style="grid-template-columns:62% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="1024" height="730" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Yane-1024x730.jpeg" alt="" class="wp-image-1586" srcset="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Yane-1024x730.jpeg 1024w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Yane-300x214.jpeg 300w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Yane-768x548.jpeg 768w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Yane-370x265.jpeg 370w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Yane-600x428.jpeg 600w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Yane.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:23px" class="has-text-align-left"><strong> </strong>&#8220;Não é só dizer que num é racista, classista, mas fazer sua parte.&#8221;</p>



<p>Yane Mendes, cineasta</p>
</div></div>



<p>Fazer nossa parte é ficar em casa &#8211; e ir além. &#8220;Também pensar no que pode fazer por quem não pode estar em casa. Se você pode fortalecer com alimentação, cesta básica, pagando uma internet, você faz. Por obrigação, por responsabilidade social. A gente tá precisando de amor. Não é só dizer que num é racista, classista, mas fazer sua parte. Não julgar quem tá na rua, muita gente tá porque precisa do comércio informal porque num tem o que comer de noite. Colocar uma garrafinha com sabão e água pras pessoas que estão na rua, fazer uma sopa. Se cuida, mas pensa e se mova por quem não pode estar em casa.&#8221;</p>
								</div>
				</div>
					</div>
		</div>
					</div>
		</section>
				<section class="elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-158aafc elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default" data-id="158aafc" data-element_type="section">
						<div class="elementor-container elementor-column-gap-default">
					<div class="elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-213cccd" data-id="213cccd" data-element_type="column">
			<div class="elementor-widget-wrap elementor-element-populated">
						<div class="elementor-element elementor-element-4cf65af elementor-widget elementor-widget-wp-widget-media_audio" data-id="4cf65af" data-element_type="widget" data-widget_type="wp-widget-media_audio.default">
				<div class="elementor-widget-container">
					<h5>Áudio:</h5><a class="wp-embedded-audio" href="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Áudio_Desigualdade.mp4">https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/07/Áudio_Desigualdade.mp4</a>				</div>
				</div>
					</div>
		</div>
					</div>
		</section>
				<section class="elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-d4b28d3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default" data-id="d4b28d3" data-element_type="section">
						<div class="elementor-container elementor-column-gap-default">
					<div class="elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-68409d0" data-id="68409d0" data-element_type="column">
			<div class="elementor-widget-wrap elementor-element-populated">
							</div>
		</div>
					</div>
		</section>
				</div>
		<p>O post <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com/internetedesigualdade/">Como a internet escancara desigualdades</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com">A internet que a gente quer</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ainternetqueagentequer.com/internetedesigualdade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A tecnologia e os profissionais da saúde</title>
		<link>https://www.ainternetqueagentequer.com/profissionaisdasaude/</link>
					<comments>https://www.ainternetqueagentequer.com/profissionaisdasaude/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Contente]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2020 08:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[linha de frente]]></category>
		<category><![CDATA[médicos]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Videoconferências]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ainternetqueagentequer.com/?p=1285</guid>

					<description><![CDATA[<p>O número de profissionais da saúde infectados no Brasil e no mundo ainda está sendo subnotificado, mas estima-se, de acordo com cálculos realizado pelo Conselho Internacional de Enfermagem, divulgados ontem (06/05), que cerca de 90 mil profissionais já foram infectados em 30 países ao redor do mundo. No Brasil, o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com/profissionaisdasaude/">A tecnologia e os profissionais da saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com">A internet que a gente quer</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O número de profissionais da saúde infectados no Brasil e no mundo ainda está sendo subnotificado, mas estima-se, de acordo com cálculos realizado pelo Conselho Internacional de Enfermagem, divulgados ontem (06/05), que cerca de 90 mil profissionais já foram infectados em 30 países ao redor do mundo. No Brasil, o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) lançou a plataforma Observatório da Enfermagem, que aponta mais de 10.000 profissionais infectados no país, até o momento da publicação deste post.</p>



<p>Qual é o papel da tecnologia diante de um cenário tão desolador? Para muitos desses profissionais, afastados das famílias, completamente isolados e correndo riscos diariamente no contato com pessoas infectadas, ela é uma grande aliada. Seja para diminuir a distância de quem está longe, seja para receber mensagens de apoio e carinho, seja como simples fonte de informação e entretenimento. O celular se tornou um grande companheiro.</p>



<p>Conversamos com algumas pessoas que estão enfrentando a pandemia de frente e nos próximos dias vamos falar sobre conexão e solitude em meio a idas e vindas de hospital. Como é a relação desses profissionais com a internet em meio à realidade que estamos vivendo? E como podemos apoiá-los também pelo digital?</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O digital como forma de reduzir sofrimentos</strong></h4>



<p>Atuando há mais de um mês na linha de frente de um dos centros de referência para pacientes infectados pelo coronavírus em São Paulo, o médico Paulo Siqueira Amaral ressalta que o isolamento durante a internação é uma das partes que traz mais sofrimento aos pacientes. &#8220;Essa falta da família ao lado do paciente tem um impacto tanto na internação quanto na prática médica, uma vez que precisamos passar informações e discutir o caso com familiares por telefone. É algo muito difícil. Conversar, aliviar angústias ou confortar sem ver expressões, olhares e até muitas vezes encostar. O uso de celulares ajuda a reduzir esse sofrimento.&#8221;</p>



<p>No dia a dia, plataformas como Facetime, Zoom, Google Hangout têm ajudado o médico a reduzir um prejuízo na parte acadêmica. Ele também passou a se expressar mais nas redes sociais. &#8220;Nunca fui de postar opiniões, mas a partir do momento em que muita informação de fontes dúbias e fake news estavam sendo publicadas, achei pertinente publicar conteúdo relevante e com informações confiáveis.”</p>



<p>Bianka Genovez, biomédica que trabalha em um laboratório de pronto atendimento de um hospital em Jacareí, no interior de São Paulo, conta como tem sido o dia a dia. “É bem difícil manter a sanidade, ainda mais com tanta notícia ruim e total descaso de algumas pessoas. Tento me distrair com filmes e séries e me desconectar das notícias às vezes. Até mesmo de algumas redes sociais para não ver pessoas desacreditando da pandemia, enquanto eu fico paranóica com medo de me infectar ou, pior, levar a doença para os meus pais.”</p>



<p>Dados mostram que o isolamento social está afrouxando, e os índices de infectados e mortos não dão trégua. Nesse cenário, Bianka faz um pedido. “Pensem em quem realmente precisa sair de casa, como os profissionais da saúde. Quanto mais pessoas doentes em hospitais, estaremos mais expostos e correndo risco de adoecer e ver os hospitais ficando super lotados e com escassez de funcionários.”</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O combate à outra “pandemia”: as fakenews&nbsp;</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-medium is-resized"><img decoding="async" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/03-240x300.png" alt="" class="wp-image-1288" width="245" height="306" srcset="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/03-240x300.png 240w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/03-819x1024.png 819w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/03-768x960.png 768w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/03-1229x1536.png 1229w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/03-1638x2048.png 1638w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/03-600x750.png 600w" sizes="(max-width: 245px) 100vw, 245px" /></figure></div>



<p>&#8220;Uma consequência interessante da pandemia é que a sociedade está sendo forçada a usar a tecnologia e, principalmente, a internet da maneira que as cabeças que a criaram sonhavam: para trocar informação, recursos e construir, coletivamente, soluções para problemas urgentes&#8221;, diz Mariana Perroni, médica intensivista.</p>



<p>Ela já trabalhou nos sistemas público e privado, no Brasil e fora também &#8211; até em hospitais de campanha em situação de catástrofe, como no Haiti após o terremoto de 2010. &#8220;Ainda assim, nada se compara à pandemia de Covid-19: temos um vírus extremamente contagioso que pode, inclusive, ser transmitido por pessoas assintomáticas e para o qual não existe vacina nem tratamento medicamentoso. Nenhum sistema de saúde em nenhum país é configurado para lidar com a demanda que esse combo traz&#8221;, diz.</p>



<p>Mariana se juntou ao conselho científico de uma iniciativa sem fins lucrativos, o Brasil Sem Corona (www.brasilsemcorona.com.br/), que visa promover o rastreamento colaborativo da pandemia pela própria população, usando seus smartphones. &#8220;Quando a sociedade começa a colocar dados de sintomas, localização e casos por meio de um aplicativo, conseguimos mapear a pandemia com mais agilidade, entender quais regiões com risco de surtos e pioras e, assim, ajudar prefeituras e o governo a tomar medidas mais ágeis e adequadas à necessidade e às peculiaridades de cada região.&#8221;</p>



<p>Em um enfoque mais pessoal, ela conta que faz videochamadas para reduzir a distância dos amigos e dos pais, que não vê desde o início de março. &#8220;Eles já passaram dos 65 anos e meu pai, inclusive, está se recuperando de um câncer. Não consigo nem conceber a possibilidade de ser vetor do vírus.&#8221; A médica também usa o Twitter para trocar experiências. &#8220;Mais do que nunca, médicos têm um dever ético e legal de disseminar informação de qualidade sobre saúde na internet. Porque só assim conseguimos combater uma outra &#8216;pandemia&#8217; gravíssima que vivemos: a das fake news.&#8221;&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Tecnologia como aliada de pacientes e familiares</strong></h4>



<p>Para os pacientes em tratamento de Covid-19, a tecnologia também é aliada, conta a médica intensivista Mariana Perroni. &#8220;Deixamos o uso de smartphones liberado para os que não se encontram em situação grave e até ajudamos os idosos que não têm tanto traquejo digital a se manterem conectados com suas famílias. Além dos remédios, isso também é um item fundamental na prescrição.&#8221;&nbsp;</p>



<p>A médica explica que vídeo chamada de despedida não é praxe porque, devido ao enorme comprometimento pulmonar, os pacientes com casos graves costumam estar entubados e sedados. Por outro lado, se percebem que o desconforto respiratório está evoluindo e a intubação será inevitável, as equipes fazem o possível e o impossível para proporcionar uma chamada de vídeo para que o paciente possa conversar com sua família. &#8220;Como sabemos que essa pode ser a última chance, é impossível não se emocionar.&#8221;</p>



<p>A médica conta que, por mais que o sacrifício seja enorme, &#8220;é extremamente gratificante estar de N95 (a máscara mais recomendada) usando nosso conhecimento à beira do leito e respondendo ao chamado mais intenso de nossas carreiras e, possivelmente, de nossas vidas.&#8221; Ressalta, no entanto, que todos os profissionais da saúde na linha de frente também são vulneráveis à infecção. &#8220;Então, mais do que palmas na janela ou sermos chamados de heróis, o que queremos mesmo é a certeza de que vamos ter equipamentos de proteção e ferramentas para conseguir continuar fazendo nosso trabalho e ajudando quem precisa.&#8221;</p>



<p>Mariana aproveita para compartilhar o recado: &#8220;Para as pessoas que insistem em quebrar o isolamento social, que é a única medida com eficácia comprovada nesse momento, só digo uma coisa: sem dados, somos apenas pessoas com opiniões. E eu me preocupo demais quando opiniões se sobrepõem à ciência e acabam fomentando posturas e declarações questionáveis. Pois o saldo disso são vidas.&#8221;&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quem cuida de quem cuida?&nbsp;</strong></h4>



<p>Este não é um momento fácil para ninguém, mas a carga dos profissionais da saúde está ainda mais pesada.&nbsp;</p>



<p>Fernanda Rebouças (@suspiro_psi), psicóloga clínica que atua no Núcleo de Apoio à Saúde da família (Nasf), desabafa: “Tenho visto muitos profissionais sofrendo, são sentimentos que transitam entre raiva, tristeza, desânimo, paralisia, revolta. Esses sentimentos geralmente dizem respeito: 1) ao cenário político em que o país se encontra e os efeitos nefastos desse processo sobre a pandemia; 2) ao contexto social, onde grande parte das pessoas está em negação dos reais riscos de contaminação e agem de maneira divergente das orientações dadas, o que faz com que os profissionais sintam-se ainda mais expostos e injustiçados; 3) à situação de trabalho, que envolve restrição/escassez de EPI´s, conflitos interpessoais e exposição ao risco de contaminação; 4) à dimensão da vida pessoal, pois também estamos vivendo o distanciamento dos lugares, atividades e pessoas que nos davam sentido.“&nbsp;</p>



<p>Com o auxílio da psicóloga, separamos algumas dicas sobre como podemos apoiar esse grupo de pessoas e também selecionamos dicas de autocuidado focadas em quem trabalha na área da saúde (mas que podem ser úteis para todos). Confira:</p>



<p><strong>1- Apoio institucional é um direito</strong></p>



<p>É necessário que as gestões das instituições e sistemas de saúde reflitam sobre as melhorias necessárias no processo de trabalho dos profissionais. Podemos ajudar com pressão popular, por meio do site: <a href="https://www.maisdoquepalmas.com.br/">www.maisdoquepalmas.com.br</a></p>



<p><strong>2- Redes de apoio online</strong></p>



<p>Existem iniciativas de cuidado online voltadas para o atendimento psicológico e suporte. Uma delas é a <a href="https://www.rededeapoiopsicologico.org.br/">rededeapoiopsicologico.org.br</a>, voltada para conectar profissionais que precisam de ajuda ou querem atender gratuitamente os seus colegas.&nbsp;</p>



<p><strong>3- Esteja atento às “notificações” do seu corpo</strong></p>



<p>Nosso corpo também se comunica o tempo inteiro. Precisamos ficar atentos a esses sinais e oferecer o que ele precisa, na medida do possível. Aproveite o banho para se fazer uma massagem, apertar onde dói, alongar, fazer alguma atividade física, se alimentar bem, se espreguiçar.&nbsp;</p>



<p><strong>4- Entre em contato com seus sentimentos</strong></p>



<p>Não é fácil vivenciar&nbsp; tantos sentimentos difíceis e, ao mesmo tempo, lidar também com o sofrimento de pacientes e familiares. Pode ajudar muito buscar entender e nomear o que se está sentindo,&nbsp; se expressar de alguma forma, chorar, escrever, dialogar com ele ou com alguém próximo.&nbsp;</p>



<p><strong>5- A internet como aliada</strong></p>



<p>Nesse período ajuda muito manter conexões genuínas, que nos permitam dividir emoções, nos sentir pertencentes e acompanhados. Faça uma ligação, mande um comentário ou mensagem, ligue à moda antiga. E, quando as telas não forem suficientes, tente acessar as memórias afetivas com quem você ama.&nbsp;</p>



<p><strong>6- Cuidado com os excessos</strong></p>



<p class="has-normal-font-size">Precisamos estar atentos à superexposição às notícias. Busque preencher seu dia com atividades que ajudem a se  conectar com o concreto, com o que você pode realizar, com o lugar que você vive, mesmo que seja apenas a sua casa. Tudo isso ajuda a estar presente, que é o principal recurso para regular as emoções, sem sofrer na busca de retorno do mundo antes da pandemia, nem com a expectativa de que tudo isso acabe logo. </p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/04-2-819x1024.png" alt="" class="wp-image-1289" srcset="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/04-2-819x1024.png 819w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/04-2-240x300.png 240w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/04-2-768x960.png 768w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/04-2-1229x1536.png 1229w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/04-2-1638x2048.png 1638w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/04-2-600x750.png 600w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-large-font-size"><strong>“Se eu pudesse, ficaria em casa, mas escolhi me dedicar ao próximo”</strong></p>
</div></div>



<p>&#8220;Doutora, eu vou poder ver minha família?&#8221;. Essa é a pergunta mais difícil que Rachel Businaro, médica, tem ouvido nos últimos tempos. Ela está na linha de frente na UBS Jardim Maia e no plantão do Pronto Socorro Sistemas Respiratórios do Hospital Salvalus, ambos na zona leste de São Paulo, e acompanha de perto o dia a dia da evolução do caos da Covid-19 no Brasil.</p>



<p>A médica trabalha 40 horas por semanas na UBS e faz de 12 a 24 horas de plantão por semana no PS. &#8220;O mais impactante até o momento para mim é lidar com o desespero dos pacientes. Quando falo que não teve resposta após o oxigênio e a medicação, que precisa ser internado, imediatamente vejo o pânico no olhar dessas pessoas.&#8221;</p>



<p>Rachel nos conta sobre como o mundo digital tem ajudado nesse período. &#8220;A internet me ajuda tanto na distração para momentos de relaxamento quanto para encurtar distâncias via Whatsapp e Instagram. Falo com minha família e amigos diariamente, seja por grupo, seja individualmente, muito mais do que antes da pandemia.&#8221; Mas a exaustão é uma constante. &#8220;Às vezes não consigo dormir pensando em como aquele paciente evoluiu, às vezes choro quando recebo a notícia de que faleceu. <br><br>Mas respiro fundo, tomo banho, tomo um chá, tento assistir um filme ou uma série para distrair a mente, converso com pessoas que amo e, quando o medo aperta, entro em contato com minha fé, agradeço pela vida e peço para que tudo acabe logo&#8221;, desabafa.</p>



<p>Ela aproveita para fazer um importante pedido. &#8220;Se você tem a oportunidade de poder fazer home office, fique em casa. Se você tem a oportunidade de tirar férias, fique em casa. Se você está desempregado ou é estudante, fique em casa. Se eu pudesse, ficaria em casa, mas escolhi me dedicar ao próximo e não vou fugir da luta no momento em que mais precisam. Então fique em casa por mim, fique em casa por nós. <br><br>Não sei qual é a sua fé, não sei qual é o seu partido político ou qual foi o seu voto na última eleição. Não me importa. O que me importa é a vida e o tanto de oportunidades que tem nela.&#8221;</p>
<p>O post <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com/profissionaisdasaude/">A tecnologia e os profissionais da saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com">A internet que a gente quer</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ainternetqueagentequer.com/profissionaisdasaude/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O digital e a pandemia</title>
		<link>https://www.ainternetqueagentequer.com/osefeitoscolateraismudaram/</link>
					<comments>https://www.ainternetqueagentequer.com/osefeitoscolateraismudaram/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Contente]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 08:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Influenciadores]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[digital]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[quarentena]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[rotina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ainternetqueagentequer.com/?p=1294</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando o mundo muda do lado de fora, muda também dentro de nós. Inevitável mudar também dentro das nossas telas. O que será que tem acontecido no território do digital enquanto enfrentamos essa crise? E as nossas principais mazelas digitais, aqueles efeitos colaterais de que padecíamos enquanto aproveitávamos nossas redes preferidas? Você já sentiu alguma [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com/osefeitoscolateraismudaram/">O digital e a pandemia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com">A internet que a gente quer</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando o mundo muda do lado de fora, muda também dentro de nós. Inevitável mudar também dentro das nossas telas. O que será que tem acontecido no território do digital enquanto enfrentamos essa crise? E as nossas principais mazelas digitais, aqueles efeitos colaterais de que padecíamos enquanto aproveitávamos nossas redes preferidas? Você já sentiu alguma diferença? Por aqui, já. Como tem sido a sua experiência digital? Comparação, ansiedade, medo, excesso. Você ainda têm sentido essas emoções na mesma medida?</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>E como anda o FOMO?</strong></h4>



<p>Para começar, você lembra do FOMO, o medo de estar perdendo algo? Já reparou que ele não tem aparecido com tanta frequência? Afinal, sabemos que grande parte de nós está &#8211; ou deveria, se tem as condições &#8211; em casa. Se perder algo antes poderia ser um sinal de fracasso, agora o oposto é o verdadeiro. Quem pode <a href="https://www.instagram.com/explore/tags/ficaemcasa/">#ficaemcasa</a>, e assim a gente ajuda a achatar a curva de contágio pelo novo coronavírus. Podemos até sentir vontade de participar de mais de uma live ao mesmo tempo, mas, pelo menos por aqui, o FOMO não vem com a mesma força que sentíamos antes disso tudo começar.</p>



<p>Uma pausa nesse sentimento é uma grande oportunidade para pensar no que ele tem provocado em nós. Há anos, por meio das ferramentas digitais que mais adoramos, experimentamos na pele o desejo de estar em outro lugar que não o que estamos &#8211; em lindas férias, festas, jogos, eventos, seja qual for a sua praia. Aliás, não importa onde estivéssemos, seria sempre melhor estar na praia. Esses sentimentos não somente sequestravam nossa presença &#8211; desviando nosso foco no momento presente &#8211; mas também nos ofereciam constantemente estímulos para o consumo. É também o FOMO que nos leva a querer sempre mais: coisas, oportunidades, experiências.</p>



<p>Percebemos que, por anos, ele também tem sido um elemento fundamental para, querendo ou não, nos desconectar de nós mesmos. Sem ele, temos a oportunidade de um reencontro com um universo interno que evitávamos, já que estávamos ocupados com tantos outros desejos. Como tem sido essa nova experiência para você? Ainda sente o FOMO ou não se lembra mais dele?</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Celebridades: sem poder compartilhar um padrão de vida espetacular, o que elas têm para nos acrescentar?</strong></h4>



<p>Em um momento em que a maioria das pessoas que tem condições de fazer isso deveria estar em casa, as experiências de vida de quem tem as necessidades básicas atendidas acabam se aproximando um pouco. Um dia pode ser mais ou menos produtivo, com exercício ou não, de repente alguma invenção do que fazer com as crianças, um teste de uma receita, assistir algo online&#8230; Mas não muito mais do que isso. Se um dos maiores atrativos das celebridades é a vida utópica que levam, desfilando entre viagens espetaculares e oportunidades exclusivas, o que os resta em uma época como essa? ⠀⠀⠀⠀</p>



<p>A pandemia ajudou a evidenciar ainda mais a desigualdade. As celebridades, mesmo as mais bem intencionadas, ajudam a escancarar isso. De repente o conteúdo que era baseado somente em estilo de vida parece completamente desnecessário &#8211; ou até mesmo fora do tom. <br><br>O autocentramento cai tão mal como quando assistimos a um filme como &#8220;Parasita&#8221;. Se vínhamos de uma ode tão grande ao individualismo que parecia que nunca teria um fim, este novo momento parece convocar todos nós a prestar atenção no extremo oposto. Fica mais forte o convite de pensar em como, juntos, vamos atravessar tudo isso. E em como podemos apoiar quem mais está sofrendo com a pandemia.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A menor diversidade de assuntos, nos ajuda a manter o foco?</strong></h4>



<p>De repente a multiplicidade de conteúdos e assuntos que nos interessavam e nos estimulavam incessantemente em nossas telas parece ter reduzido drasticamente. Alimentação, atividade física, como cuidar do dinheiro, como cuidar da cabeça, como será o futuro? Por aí se fala em alguma outra coisa? ⠀⠀⠀⠀</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4-300x300.png" alt="" class="wp-image-1297" srcset="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4-300x300.png 300w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4-1024x1024.png 1024w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4-150x150.png 150w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4-768x768.png 768w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4-230x230.png 230w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4-400x400.png 400w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4-600x600.png 600w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4-640x640.png 640w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-4.png 1081w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure></div>



<p>Se antes nossa atenção poderia parecer a bolinha de um fliperama saltitando diante de tanto assunto, agora parece que ela salta por menos obstáculos, pelo menos. Quem mais está sentindo quase uma diminuição na pauta do mundo quando o assunto somos nós mesmos? Agora a dúvida que fica é a de entender se essa diminuição de assuntos será capaz de nos trazer mais foco para o que verdadeiramente gostaríamos de prestar mais atenção.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quanta coisa a gente não precisava comprar</strong></h4>



<p>E como fica o estímulo ao consumo em tempos de pandemia? Muitos negócios podem até se perguntar: como ficam os negócios e a propaganda agora? Um dos pontos que esse contexto escancarou foi como a nossa economia é também baseada em uma quantidade enorme de produtos supérfluos. Se a internet antes oferecia um estímulo constante ao consumo até mesmo onde menos esperávamos, os mesmos estímulos hoje podem parecer sem sentido. ⠀⠀⠀⠀</p>



<p>No importante artigo <strong>&#8220;Imaginar os gestos-barreiras contra o retorno da produção anterior à crise&#8221;</strong>, o antropólogo e filósofo francês Bruno Latour nos convida a reflexão: &#8220;Se tudo estiver parado, tudo pode ser questionado, modificado, selecionado, classificado, interrompido para o bem ou, ao contrário, acelerado. O momento de fazer o inventário anual é agora. O pedido do senso comum &#8216;Vamos reativar a produção o mais rápido possível&#8217; tem que ser respondido com um grito: &#8216;Nem pensemos nisso!&#8217;. A última coisa que devemos fazer é retomar, da mesma maneira, tudo o que fazíamos antes.&#8221; ⠀⠀⠀⠀</p>



<p>Considerando o âmbito do digital, podemos refletir tanto como consumidores &#8211; o que é que estou deixando de comprar agora por ter percebido que não era essencial na minha vida &#8211; como produtores &#8211; o que é que eu estava vendendo que pode ser aprimorado, repensado. ⠀⠀⠀⠀</p>



<p>Finalizamos com as palavras da empreendedora Marie Forleo: &#8220;A verdade é que nós precisamos um do outro. Todo ato de bondade e contribuição é importante. Os empresários e consumidores têm um papel importante a desempenhar na cura do nosso mundo. Precisamos que todos façam sua parte social, espiritual, física e economicamente. Esta é uma enorme oportunidade de criar esperança a partir de nossa mágoa coletiva. Como proprietários de empresas, esta é a nossa chance de nos tornarmos mais cuidadosos, generosos e criativos.&#8221; ⠀⠀⠀⠀</p>



<p>Como você está lidando com o consumo nesses tempos? Como trabalhador, o seu negócio sentiu ou está sentindo a necessidade de uma reinvenção?</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Será que estamos votando a usar a internet como ela sempre deveria ser usada?</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1-300x300.png" alt="" class="wp-image-1296" srcset="https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1-300x300.png 300w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1-1024x1024.png 1024w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1-150x150.png 150w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1-768x768.png 768w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1-230x230.png 230w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1-400x400.png 400w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1-600x600.png 600w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1-640x640.png 640w, https://www.ainternetqueagentequer.com/wp-content/uploads/2020/06/Contente-efeitos-corona-6-1.png 1081w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure></div>



<p>Não podemos e não devemos relativizar a complexidade de uma crise que pode se agravar nos próximos meses. Mas podemos, enquanto vivemos esta experiência, refletir sobre o que tem acontecido com nós mesmos e com os demais aspectos das nossas vidas. Afinal, é assim que aprendemos, por meio da experiência. ⠀⠀⠀⠀</p>



<p>O foco dessa comunidade é sempre pensar no impacto do digital. Neste momento, não parece que estamos todos experimentando o digital de uma &#8220;antiga&#8221; nova forma? Usando a internet com a verdadeira intenção de nos conectarmos, tamanha a falta que sentimos dos encontros offline.</p>



<p>É também muito interessante observar a cooperação das empresas de mídias sociais para combater a desinformação em torno da epidemia. Se você pesquisar &#8220;coronavírus&#8221; no Facebook, Google ou Twitter, você será direcionado para fontes oficiais de informação. Até o presidente do país teve posts deletados tanto no Facebook quanto no Twitter após as redes entenderem que o conteúdo publicado causava desinformação. Por que não poderia ser sempre assim? ⠀⠀⠀⠀</p>



<p>Também é bonito observar novos influenciadores se estabelecendo: médicos, cientistas e especialistas. Estamos aprendendo na marra que sem fontes confiáveis e embasadas não temos nenhuma chance contra este desafio.</p>



<p>Se o digital é onde podemos nos encontrar, se até mesmo para receber um auxílio financeiro governamental é preciso estar online, se torna ainda mais urgente a inclusão digital. No Brasil, 30% da população não têm acesso. E, dentre os 70% online, muitos não são alfabetizados digitalmente e capazes de aproveitar o melhor da rede &#8211; ou até mesmo de fazer o básico.</p>



<p>De toda forma, em alguns aspectos esta crise está mostrando que a internet ainda é capaz de nos unir. Podemos aproveitar esse momento para investir na <a href="https://www.instagram.com/explore/tags/ainternetqueagentequer/">#ainternetqueagentequer</a>, cuidando dos nossos espaços digitais, reforçando nossas conexões e usando a tecnologia não só para nos distrair da crise, mas também para melhor atravessá-la.</p>
<p>O post <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com/osefeitoscolateraismudaram/">O digital e a pandemia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ainternetqueagentequer.com">A internet que a gente quer</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ainternetqueagentequer.com/osefeitoscolateraismudaram/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
